domingo, 23 de outubro de 2011

DEU M__ __ __ __


Após um longo e tenebroso inverno de acertos, desacertos, repensamentos e rebuscações, eis que, no ritmo desvairado da vida, de velocidade acima da luz, na luz, no dia-a-dia ferrenho dos viventes mortais, a dispensa do breve dedilhar nos caracteres do teclado de ébano tem a intenção manchar a tela com as redundâncias pleonásticas das lucubrações divagantes de uma mente quase pensante.
O velho ditado - quanto tempo é preciso ter um ditado para ser considerado velho? -, “Quando a água bate na bunda, aprende-se a nadar”, está muito certo, certíssimo, muito mais certo que a coisa mais certa.
No rotineiro passo de lesma manca com que todos conduzimos as nossas vidinhas – a menção acima, no ritmo desvairado da vida, de velocidade acima da luz, é apenas para valorizar o passe (ou seria o passo?) – de tempos em tempos os entroncamentos se fazem reais e nos obrigam a aprender a nadar.
No silêncio da ilusão de que assim caminha a humanidade, percebe-se que a confortável zona de conforto não passa, realmente, de uma zona.
Apesar de, conforme minha limitada coleção gramatical não localizar no tempo que se discorre esse redigimento, os termos mais propícios a uma compreensão suave e objetiva do mesmo, tentemos, num esforço mental descomunal (não é fácil escrever - talvez por isso eu nunca tenha aprendido) amenizar um pouco o peso das palavras para que o sentido dos caracteres aqui enfileirados não se torne tão ofensivamente ofensivo.
Blá, blá, blá... Vamos lá. O que tem a ver o lance da água bate na bunda com alhos, bugalhos, lantejoulas subversivas e rebimbelas parafusetais?
Nada. Mas como o papel aceita tudo e a tela do micro idem, escrevo o que quero para no final dizer filo porque quilo. Com a bunda molhada, ou encharcada, aprende-se a nadar né?
Então. A tal zona de conforto, mencionada alguns caracteres atrás, é verdadeiramente, com todas as letras, uma m---- (desculpe). Como tudo na vida, é preciso que o caldo entorne ou, acompanhado de lamúrias choramingantes, o leite derrame para que tomemos, não o próprio, mas vergonha na cara como tentativa de remediar as situações que não têm consertos.
Blá, blá, blá...
Ligeiro, rasteiro e direto ao ponto. Quando os infernais e virulentos vírus infestaram e infernaram este blog, há mais ou menos um mês, pensei, f----.
Porque fudeu? Aliás, porque f----? Por que sim!
- Porque sim não é resposta.
- Então vire aí que eu...
Pois é! Não falei que a tal zona de conforto, no silêncio da casinha, era uma verdadeira merda? Não falei? Claro que falei. Falei sim. Se passou batido, você que aqui divaga, por gentileza, retorne ao texto lá em cima e releia tudo de novo e outra vez (putz). Viu? Tudo bem que está grafado somente m----, mas, como se diz, para bom entendedor, uma letra e alguns risquinhos bastam.
Como estava conjuminando o raciocínio, do silêncio da casinha... Naquele momento de meditação profunda, em que a m---- bate na água e a água bate na bunda.
Entendeu? Sempre que der m----, a água estará prestes a bater na bunda. Ainda bem que existe a tal água batendo na bunda avisando que tá tudo f-----.
Bom, deixemos de milongas. Quando percebi que haviam sapateado em meu blog (tenho 46 blogs registrados) e deixado uma tela vermelha dizendo que eu estava f-----, na hora liguei pra um amigo ráquer, explicando que o penico estava transbordando de submarinos.
Meu amigo, solicitando a senha e outras porcarias da pseudo segurança dessas tranqueiras gratuitas do mundo internético, devolveu-me o blog através do email.
- Dinor, seu blog está no seu email.
- Como? Não acredito?...
- Tá no seu email, em pdf e numa extensão xis-eme-éle. Crie um novo blog e importe o arquivo xis-eme-éle.
- Como? Não acredito?...
- Seguinte, te sugiro contratar os serviços de um provedor sério. Existem alguns bastante profissionais e seguros no país. Você paga e tem segurança.
- ?
- É isso mesmo. Esses provedores gratuitos ganham muito com você. Tudo bem que disponibilizam essas ferramentas para você, por exemplo, “brincar” com seu blog. Mas a hora que a merda bate na bunda (“é a água que bate na bunda e não, m----, meu amigo”), não adianta nem rezar porque você não conseguirá falar nem com o bispo. Aí, fudeu (“é f----, meu amigo)!
- Me diga, amigo, então o nome dinorchagas.blogspot.com foi pros quiabos?
- Foi.
- Então FUDEU mesmo, essa MERDA.
- É.
- É?
-É! Seguinte, a empresa proprietária do sistema que gerencia seu blog travou seu endereço para que não dissemine vírus pela rede. Essa empresa tem um robô que passeia pela rede combatendo toda forma de contaminação. O que será feito agora?   Esse robô fará um limpa nas suas informações e em seguida disponibilizará seu endereço para registro. Fique atento, porque, se tiver gente que te detesta (“não duvido meu amigo”), após a disponibilização, esse alguém, só pra te sacanear, poderá registrar seu nome. Como é gratuito, é o preço que você poderá pagar.
Peguei dois nomes de blogs que havia registrado há um tempo (www.asneirasreceitasenoticias.blogspot.com e www.vcmeve.blogspot.com) e importei o arquivo xis-eme-éle. Enquanto isso, esperei a disponibilização de dinorchagas.blogspot.com que, depois de um mês de ofegante ansiosidade, ei-lo que surge, sorridente, radiante e garboso.
Como na "lei do ninguém tasca, eu vi primeiro", sou o dono, continuarei minhas divagantes elucubrações, também, nos outros blogs. Como se um fosse espelho do outro.
Tudo isso me fez ver que as idéias não podem ficar guardadas a espera das vicissitudes do acaso. Por enquanto replicarei em dois, o que publicarei em um.
Que venham enxurradas até a altura da cintura, nos avisando para que a m---- não chegue até o nariz...
Porque assim fiz? Filo porque quilo (não disse?)
 A você que aqui divaga, meus sinceros agradecimentos pela paciência, apesar dos pesares, de aqui continuar.

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