quinta-feira, 19 de novembro de 2009

...E SEGUE


"Os iranianos não são nossos inimigos. Os árabes não são nossos inimigos tampouco. Os muçulmanos não são nossos inimigos. Nossos inimigos são a guerra, a ameaça, o terror, a destruição. Eu não vou brigar com o povo iraniano no Brasil. Sobre o presidente iraniano, todo mundo sabe há anos qual a sua posição. Acredito que não se pode esperar muita civilidade de alguém que prega a destruição de Israel, que nega o Holocausto e que ele fornece armas para o terror. Mas não gostaria que nossa atitude em relação ao governo do Brasil criasse a impressão de que estamos brigando com o o povo iraniano..." Shimon Peres

O presidente de Israel, Shimon Peres, esteve semana passada no Brasil. A Charge acima, fotografei de um exemplar da Revista Veja nº 54, de 17 de setembro de 1969. O ser humano é o mesmo bicho, de um lado e do outro do globo... pra sempre? Quando entender o significado da palavra tolerância, com atitudes, o ser humano deixará de ser bicho?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

NEGÃO


Eu segurei aquela coisa diminuta e preta enquanto meu irmão, com uma tesoura, após passá-la ao fogo, decepou sua pequena cauda. Através de um ganido levemente estridente, a pequena criatura, recém nascida de uma ninhada de oito cãezinhos, o único totalmente preto, recebera como batismo, um nome que não tinha o seu tamanho: Negão. Poderia ser Neguinho que ainda era, pro seu tamanho, um nome muito grande. Após a extração do membro inferior traseiro, termômetro do estado de ânimo canino, o indefeso, posto de volta à ninhada, se encolhia triste - devia estar doendo, pois choramingava.
Após o recente casamento, já na casa nova, os dois integrantes da família que se iniciava, eu e minha esposa, esperavam a cegonha com o mais novo hóspede daquele novo ninho. O que não tardou. Meu irmão, aquele que não teve pena e nem dó em decepar a pequena cauda, como uma cegonha humana, nos entregou o pequeno Negão que, após dois meses do acontecido - já não era tão pequeno assim. O nome Negão já estava até combinando com o seu tamanho – o bebê se tornara um gigante de 45 centímetros, das patas ao lombo. A partir daí, passamos a ser três naquela casa.
Primeira noite no novo lar. Tudo preparado para dormirmos, o Negão lá fora em sua confortável casinha, forrada com seus paninhos e... ninguém conseguiu dormir. Quando digo ninguém, me refiro também aos vizinhos que, com certeza, até umas cinco quadras distantes de minha casa, não pregaram os olhos.
O urro - se aquele som emitido pelo gigante não era um urro, então o que já ouvira de leão, também não era. Era um urro indescritivelmente desesperador. Difícil acreditar que um som naquela gravidade e altura saísse de um cão. Negão queria companhia.
O escarcéu que aprontava era tamanho que, quem ouvia, penso que toda a vizinhança, com certeza acreditava que o cão estava sendo levado para um matadouro. O cachorro não parava de urrar, ganir e uivar desesperadamente. Parecia que o mundo estava acabando. Saltei da cama, abri a janela do quarto e ralhei com o Negão pra que ficasse quieto. O cão me encarava como se sorrisse. Eu sei que aquele sorriso era na verdade um sarrinho que ele estava tirando de mim. E, numa euforia danada, por me ver na janela, não se sentindo mais sozinho, gesticulava seu traseiro como se abanasse aquela parte ausente, que meu irmão... Então... Fechei a janela e, sentado na cama, esperei a segunda parte do espetáculo tétrico sonoro. Assim que começou, me levantei, abri a porta da sala e saí lá pro breu da noite onde estava a casinha do Negão. As luzes da igreja em frente a minha casa estavam todas apagadas. Negão veio para cima de mim, querendo brincar. Fiquei ali um pouquinho com ele, morrendo de sono, conversando e tentando acalmá-lo. Coloquei-o em sua casinha e o cobri com seus panos. Lhe fiz companhia pra ver se dormia. O que agente aprende com os bichos... Eles também precisam de carinho, atenção, afago na hora de dormir. Tudo isso Negão recebia. Eu não sabia era do tal boa noite. Ou seja, uma ninada de boa noite. Era o que estava faltando pro pequeno grande Negão, eu achava. Após um momento ninando o cão, o anjinho foi se acalmando, acalmando... Após uns minutos saí de mansinho, pé ante pé, entrei em casa, lavei as mãos e me deitei. A paz reinava naquele bairro, naquele momento. Já deitado, eu via apenas os olhos brilhantes de minha esposa no escuro que, claro, também tentava dormir. E assim, essa paz tão desejada, tão querida durou mais ou menos uns trinta segundos. O mundo lá fora começara a ruir novamente. Negão queria companhia...
No outro dia, dois zumbis se dirigiram aos seus trabalhos, cansados e sonolentos.
Interessante a vida de um casal novo. A presença de um cão alegra a vida em dois.
Mas, nem tudo é alegria com um animal de estimação. Por exemplo, até localizarmos a ração certa, e que não dava revertérios na barriga desse cachorro, o lavar e desinfetar a calçada já virara rotina. Todos os dias ao voltarmos do trabalho, encontrávamos a calçada com um caldo amarelo/ocre, que o desajustado cão alijava a cântaros. Inclusive, tinha o talento e a destreza do alijamento em ângulos de noventa graus - do jeito que a rajada batia no chão, respingava até o beiral do telhado. Após uma longa, diária e tenebrosa limpeza do ato diarréico nauseante, conseguimos a ração anti revertério. Recolher com uma pá, o produto que já saía compactado da fonte, não era tão complicado. Mas isso durava pouco tempo, pois o cachorro estranhava a nova ração e voltava a brincar de ângulos pelo quintal. A massa disforme e mole, quase um caldo, se encontrava esparramada pelo quintal todo. Era o tal do revertério. Haja vocação com pá e mangueira com jatos de água para cuidar de um cachorro grande.
Em alguns meses, Negão já se tornara um cão adulto. Mas, só tinha tamanho. Se era um gigante quando bebê, agora suas patas dianteiras já alcançavam meus ombros. Nessa posição, sua bocarra cheia de dentes afiados e pontiagudos emitia um hálito quente em meu rosto, que lambia-o com muita facilidade. Seu reluzente e negro pelo e seu porte esbelto, forte, davam-lhe um aspecto tenebroso, de meter medo. Retiramos muitas correspondências nas agências dos Correios, pois os carteiros não conseguiam se aproximar da caixinha. O mesmo acontecia para a leitura do relógio de água e energia. O cão não permitia ninguém próximo à grade do muro.
Um dia, voltando do trabalho, encontramos a casinha do Negão comida. Parcialmente comida. O cachorro roía a casa de um jeito que em menos de uma semana, tivemos que jogá-la fora e comprar outra. Lascas da casa eram encontradas em suas fezes. Lascas de até uns 4 centímetros. Até a porta o cachorro comeu parcialmente. Um imenso buraco estragou a porta. Quando nos mudamos de casa, tivemos que trocar a porta.
A alegria do cachorro na casa nova era um espetáculo pra ser visto. A casa, centralizada no quintal, permitia que Negão desse voltas ao seu redor. Aquilo era uma festa pro cachorro. Saíamos pro trabalho e Negão se tornava o rei do quintal. Com ele solto, nunca nos preocupamos com a casa, com bandidos, ladrõezinhos safados, pois a protegia muito bem. A exemplo dos carteiros e dos agentes de leitura da Sanepar e Copel, ninguém tinha coragem de se aproximar da grade da casa. De noite, Negão dormia no canil. Se ficasse solto não dormia e não deixava ninguém dormir, pois latia e urrava até pra uma mosca. O moleque cão adorava passear. Como todo cachorro acostumado a passear, era só pegar a sua guia que a euforia tomava conta do animal. Cegava a espumar de tanta excitação em saber que iria passear. Conhecia a palavra.
- Negão. Vamos passear? Pronto, estava feita a bagunça. O cachorro se desesperava.
Pra passear, sempre com guia trançada de nylon ultra resistente e enforcador. Pra segurança das outras pessoas na rua. Acho que seria um pessoa muito frustrada se esse cachorro mordesse alguém. Por isso todo cuidado era pouco.
Os momentos felizes que passamos com Negão são tantos e tão profundos que eu encheria páginas e páginas para relatar.
Após 9 meses nasceu o filhote. Não o filhote do Negão. O meu filhote. A presença de um bebê alegra a vida em dois. De alguma forma, todo o tempo dedicado ao Negão não era suficiente. Diminuíra, é verdade, pois o bebê estava tomando toda a atenção. Mesmo assim, claro, éramos atentos com nosso cão. Mas o bebê estava tomando toda a atenção.
Quando o filhote completou onze meses, nos mudamos para uma outra casa. Nesse momento, já tínhamos arrumado um outro cachorro pra fazer companhia ao Negão, Caramelo, um Cóquer Espanhol. Na casa nova, construímos um canil para abrigá-los.
Continuamos com os costumeiros passeios com Negão e Caramelo, eu e minha esposa.
De alguma forma, Negão não estava se adaptando à nova rotina. Na nova casa não dava pra deixá-lo solto. Ficava mais tempo no canil. Levávamos para seus passeios mas, quanto retornava, ia direto pro canil.
Por Deus. Nunca confiei em deixar Negão se aproximar do meu filhote. Não consegui vencer o medo, o receio. O máximo que fiz foi, com meu filho sentado no carrinho, segurava Negão com a guia pra que sentisse o cheiro do menino. Ele até me aparentava tranqüilidade. Mas não confiei. Ouvi muitas histórias de cães que atacaram crianças, idosos, enfim. Não consegui me desarmar dessa questão. Com isso, não permitia que Negão ficasse solto pelo quintal. Com o tempo, os esporádicos passeios não estavam sendo suficientes para a alegria do cão, que emagrecia e, de tanto roçar seu pelo no piso do canil, os cotovelos  começaram a perder o pelo. Tinha um olhar triste. Aquela vida, aquela energia que o transformava de felicidade, não era mais notada. E eu não conseguia vencer o medo em deixar o cão solto com meu filho pelo quintal.
Alguns amigos souberam da nossa dificuldade e se prontificaram a ajudar. Descobriram uma pessoa, que morava no mesmo bairro, e que tinha interesse em um cão de guarda para sua chácara. Com o coração partido, aceitamos. Era um sábado a tarde. Acompanhamos o transporte do cachorro até a tal chácara. Lá, havia um pequeno canil. Deixamos Negão ali.
No outro dia, um domingo, logo de manhã, nos ligaram dizendo que Negão escapara do canil e o caseiro estava ilhado dentro de sua casa com a família, enquanto Negão, solto pelo imenso espaço, corria de um lado pro outro, latindo e escorraçando as galinhas do homem. Chegamos ao local e o proprietário, que já estava em frente ao portão da chácara disse não querer mais o cachorro. Levamos de volta para casa.
Tempos depois, mais um interessado no cachorro nos visitou. Buscamos informações de quem era essa pessoa. Soubemos se tratar de gente do bem. Combinamos como seria o processo de adoção. Todos os sábados, de manhã, ele ia até minha casa e aos poucos íamos colocando Negão em contato com ele, dentro do canil, ou preso na guia. Não preciso nem dizer que na primeira vez, Negão queria comê-lo vivo. Na segunda, também. Na terceira, na quarta... Até que, nem me recordo quantas vezes após, conseguimos deixar Negão solto. Meu amigo estava preso dentro de casa, tomando coragem para sair de encontro ao Negão. Eu, com o coração na mão, tomava todos os cuidados. Se esse cachorro avançasse sobre... eu não queria nem pensar na tragédia.
Não cheguei a comentar, mas, Negão já tinha a altura de setenta e cinco centímetros das patas ao lombo, sem contar a cabeça. O amor é audacioso, corajoso. Meu amigo já havia se afeiçoado ao cachorro e, sutilmente se aproximava da fera. Nesse dia, inventamos de brincar com uma bolinha de borracha, que Negão adorava. Eu chutava pro meu amigo, que chutava pra mim. O Negão no meio fazendo papel de bobinho, tentava pegar a bolinha. Ele só queria brincar. Meu amigo aproveitava, nas aproximadas do cachorro pra tentar pegar a bola, e passava a mão em seu reluzente pelo preto. E assim ficamos, chutava a bolinha pra lá, chutava pra cá. E o Negão só curtindo. Em um dado momento, meu filhote que estava dentro de casa, através da grade da janela, me chama. Vou ver o que quer. No momento que estou com meu filhote, meu amigo se abaixa pra pegar a bolinha de borracha. Em menos de um segundo, Negão salta sobre ele rosnando e latindo feito um louco ensandecido. A esperteza de meu amigo impediu que fosse mordido pelo cão. O cachorro, apoiado sobre as patas traseiras, estava de pé, mais alto que meu amigo, que agilmente se desvencilhava das investidas das navalhas da boca escancarada e espumante. Não sei de onde surgiu a agilidade com que me precipitei entre os dois. Do jeito que me coloquei entre a peleja, segurei Negão na altura de suas costelas e o arremessei uns três metros longe do digládio. Assim que caiu, do arremesso, se levantou e já ia retornar ao ataque quando, eu, entre ele e meu amigo, gritei.
- Negão! Esse grito tornou o cão estático. Imóvel. Ele me obedecia. Meu amigo atrás, pálido de terror, não emitia um som sequer.
Coloquei a guia no pescoço de Negão. O ocorrido não demoveu meu amigo do seu interesse pelo cachorro. Mas, a partir daí, decidiu que iria acelerar o processo da doação. Queria que o levássemos já para sua casa. Dizia ser a melhor forma do cachorro se acostumar com ele. Foi o que fizemos.
A casa onde Negão passou a morar por uns tempos antes de ser levado para uma chácara, tinha um excelente espaço em sua lateral que o permitia se locomover sem restrições. Visitei Negão nesse endereço três vezes em dois meses. Na última visita, como em todas, tive vontade de chorar de tanta tristeza ao ver meu amigo ali, vivendo longe de mim. Do lado de fora do quintal via-o em seu canil. Chamei seu nome. Ele olhava fixamente em meus olhos através de uma abertura no portão do canil.
Não sei o que sentia naquele momento, meu coração estava em mil pedaços. Era uma mistura de tudo, vazio, dor, tristeza, impotência... Depois desse dia, nunca mais vi o Negão. Sei que foi pra uma chácara. Não sei onde fica. Acredito do fundo do meu coração que está bem. Desejo isso com a minha vida. E, se a palavra for perdão, peço que me perdoe por não ter conseguido cuidar dele do jeito que imaginei que sempre cuidaria.
Passados oito anos desde que se foi do nosso convívio, a certeza que tenho em meu coração, é que não me arrependo de tê-lo enviado, pois acredito muito ter tomado a decisão mais certa em minha vida. Eu não conseguiria nunca me desarmar com meu Negão em relação ao meu filhote. Mas como dói...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

SANTO DE CASA II


Jesus voltou com os seus discípulos para a cidade de Nazaré, onde ele tinha morado. No sábado começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o estavam escutando ficaram admirados e perguntaram:
- De onde é que este homem consegue tudo isso? De onde vem a sabedoria dele? Como é que faz esses milagres? Por acaso ele não é o carpinteiro, filho de Maria? Não é irmão de Tiago, José, Judas e Simão? As suas irmãs não moram aqui? Por isso ficaram desiludidos com ele. Mas Jesus disse:
- Um profeta é respeitado em toda parte, menos na sua terra, entre os seus parentes e na sua própria casa.
Ele não pôde fazer milagres em Nazaré, a não ser curar alguns doentes, pondo as mãos sobre eles. E ficou admirado com a falta de fé que havia ali.
Marcos 6,1-6

THE WALL


Se Berlim tinha o seu, Pink Floyd tem, Humpty Dumpty caiu de um, o Judaísmo tem, a China, um bem grandão, os condomínios fechados têm também, porque o povo de Maringá não pode ter o seu contornando a ala norte da cidade?

CASINHA IMPRÓPRIA


Até cachorro, no proporcional de ocupação, tem mais espaço em comparação com a metragem quadrada definida para casa própria do Governo Federal. Insuficiente para sequer pensar em realizar o sonho mais acalentado de qualquer membro de uma família de quatro pessoas, ou mais...

SE VIRANDO...


...é o ser humano se virando nos 30, nos 40 e em todos os números de calçados, 24 horas por dia, pra levar o pão para casa.

MERCHANDISING



Das extensas formas e recursos que existem pra se divulgar um produto, marca ou serviço, alguns veículos são, deveras, suficientes. Uns, com mais visibilidade que outros, com mais audiência, mais leitura... o que afeta diretamente os valores envolvidos.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

SANTO DE CASA



A verdadeira inteligência, a força e a união sempre irão vencer. Braços doados para nobres causas sempre serão bem-vindos. Está provado que o ser humano é um bicho solidário. Não pensa duas vezes para ajudar o próximo. O que precisa é ser instigado ao agir. E, nesse sentido, o Observatório Social de Maringá faz, o que melhor faz: sensibiliza e mobiliza os corações sedentos de mudanças verdadeiras. Não existe poder maior para transformar as bases, os meios e o todo. Se no mundo de hoje, os recursos se fazem necessários para atingir os objetivos, mesmo e principalmente os sociais, o Observatório tem como vocação, talento e política de comportamento, bater de frente na coluna de sustentação dos tributos. Ou seja, bater de frente nessa coluna pra que sobre recursos, que não deverão ser colocados em bolsos alheios ao nosso entendimento e muito menos com nosso consentimento.
O mecanismo de funcionamento do Observatório não é a reinvenção da roda. É algo estabelecido e amparado há tempos pela legislação brasileira: o direito que todo cidadão tem de saber como andam as contas públicas, publicadas ou não. O esclarecimento e a compreensão dos direitos, geram no cidadão uma consciência social dos tributos (a importância de pagá-los) e também, a certeza de poder fiscalizar os seus contratados (os funcionários públicos em toda a esfera da administração municipal, estadual e federal) e acompanhar todas as suas movimentações, na utilização e administração do nosso dinheiro. Como patrões que somos, pois a empresa pública é nossa, não podemos permitir que nossos comandados se esqueçam de cumprir com responsabilidade e justiça as funções que lhes delegamos - fizeram por merecer, prestaram concursos e passaram - e sob nossa fiscalização, antes de lhes apontarmos as falhas, auxiliá-los pra que não cometam erros (Profissionais competentes terão sempre um lugar ao sol no mundo empresarial privado ou público).
É de gente capacitada e séria, que devemos lotar as vagas da nossa empresa pública (Prefeitura, Câmara, Senado...) chamada Brasil. Feito isso, com a vontade do patrão (a voz do povo), é somente uma questão de simples acompanhamento  dos gastos, dos investimentos... Se estão sendo aplicados com seriedade, transparência e qualidade para o benefício da comunidade.
Parabéns Eduardo Daibert Araújo. Por ser um eterno indignado com o andar da carruagem, destes oportunidades para muitos se sentirem importantes e participarem como instrumentos desse momento histórico de mudança da sociedade brasileira, que também está sendo visto, reconhecido, apreciado e premiado mundo afora. Você dispôs as peças no tabuleiro com exímia maestria e talento ao criar um mecanismo tão simples e funcional como o Observatório Social de Maringá. 
(Ninguém, num bom raio distante da nossa galáxia, estava falando ou fazendo a verdadeira Cidadania Fiscal, antes de você).
Acredito na bondade do ser humano, mas sei que o mesmo precisa e muito, de mecanismos que o impeçam de errar.
Por ser um desapegado aos supérfluos e passageiros momentos envaidecedores dos ânimos, do ego exacerbado e do sentimento da auto-suficiência você, como dever de justiça, entra para a história como o mentor e pai da gênese.
Nossos filhos, com certeza, colherão um futuro melhor. De novo e sempre, Parabéns.

Saúde e paz pra você e sua família.

sábado, 14 de novembro de 2009

PAZ


Se você está à procura de uma religião que o deixe confortável, definitivamente eu não lhe aconselharia o cristianismo. C. S. Lewis

CABO


Quando o machado entrou na floresta, as árvores disseram:
- O cabo é dos nossos!!
Provérbio Turco.

TILT



Que pena. Talvez um dia consigamos cuidar do nosso ser humano como um ser humano. Quando vejo pessoas em estados de degradação, tento imaginar o dia em que esse ser nasceu. Vejo-o no berço, nos braços da sua mamãe, mamando, chorando, sujando fraldas, sendo babado pelo papai,  protegido, amado...
Existe uma grande chance desse ser ter sido esperado e desejado com muito amor e muito carinho. Mesmo naquele exato momento da concepção, em que a mãe, talvez, ainda não sentisse que a vida já tivesse feito vida, na vida da mãe. Ou seja, mesmo que naquele milésimo de segundo no tempo, não soubesse que estava grávida, esse ser já era desejado. Quantos de nós nascemos simplesmente porque nossos pais, num momento íntimo de qualquer casal, estavam se curtindo? Com certeza, na maioria das vezes, não estavam praticando o deleite com o interesse da nossa fabricação. Mas, no exato segundo que o corpo da mãe deu o sinal que estávamos, não no caminho, mas  a  caminho, o amor, magicamente se apoderou de cada mícro espaço nos corações do casal. Fomos desejados. Vencemos a corrida dos espermatozóides. Nosso prêmio, foi o direito de nascer e de viver. Que esse direito se torne pleno, justo e verdadeiro.
Henry David Thoreau, já dizia,  "Eu fui à Floresta porque queria viver livre. Eu queria viver profundamente, e sugar a própria essência da vida... expurgar tudo o que não fosse vida; e não, ao morrer, descobrir que não havia vivido".
Realmente não sabemos o que poderá nos acontecer ou quem poderemos ser no futuro. O que poderia nos desviar do curso natural, já que somos uma membrana psiocológica tão tênue e sujeita à rupturas que podem decidir direções nunca jamais pensadas? Dar um tilt é somente uma questão de se desencapar o fiozinho que mantém a máquina. Muitos homens se enveredaram por esse caminho que quase não tem volta, o que é muito triste. Mas, tem volta sim, mesmo que com sequelas, pois acredito na bondade do ser humano e - por mais que - em sua capacidade e força de vontade quando instigado à vocação de filho pródigo. Acredito, e muito, na misericórdia de Deus e nas possibilidades que Ele cria para que tenhamos a experiência extraordinária de cura, libertação e perdão. Agora, as mulheres seguirem nesse rumo tortuoso é um lamento, muito mais, é a essência da esperança que se esvai... mas, tem esperança, sim. Parabéns, Lukas, pela garimpada.

CEPAL NELES




Da estadia da delegação brasileira na Guatemala, para a apresentação do Observatório Social de Maringá, dentro do ciclo Experiências em Inovação Social, a programação visual e os materiais de divulgação para os Cepalinos da ONU e os visitantes do evento, ficou sob a responsabilidade da Melhor Comunicação, a agência de propaganda que tem a pegada mais social do mundo (de acordo com o prêmio concedido ao Observatório, pela ONU). Na foto de Milton Bellintani, Ariovaldo Costa Paulo e Fernando Otero, ansiosos no estande do Observatório, momentos antes do anúncio do grande vencedor do concurso, e já com o certificado de primeiro lugar, na Guatemala.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

LUX


Fiat Lux. E assim Deus criou o mundo e tudo que nele há. O verbo que se fez, é o verbo em ação, o verbo em movimento. Deus não descria, não destrói, constrói. A vontade suprida, a dor aplacada, a fome saciada, a verdadeira linguagem no pensamento e na ação. Agora, o que é, foi e será. O início, o meio e o para sempre. Começou andar, corre. O apagão não pára a luz, não é a ausência da luz, da claridade, da iluminação. O ser em todas as instâncias e esferas, não supera o fazedor de sombras, quando há a luz. Apenas vive, não o segundo que está passando, mas a preocupação se o amanhã existirá e se existirá no amanhã. Na dúvida, no medo, existe numa vida suspensa, na espera do que imagina e acredita vir. Essa ausência, não da falta, mas da presença, do tempo relativo e imperativo - a ordem não desvia - segue as circunstâncias, às cegas. A sombra que veda, a matéria sem forma, o vazio, o breu. Do escuro, a luz que vela, não revela o não velado. Se imaginamos, não sabemos, o apagão que não esperamos, não queremos. Lucubrações de mim, pra mim.

A postagem acima foi efetuada antes de o Presidente Lula proferir: ...a única chance de não acontecer nada neste País é se Deus quiser que não aconteça. Até um orangotango sabe disso, claro, um orangotango espiritualmente religioso. Para o presidente eu digo: Deus nunca não quis. Deus não descria, não destrói, constrói. Lembra do verbo em movimento? O que é, foi e será... entendeu presidente?

Então eu explico. Não jogue na mão de Deus o que é da sua responsabilidade e dos seus escolhidos.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

VAREJÃO

Esta é provavelmente uma das ações publicitárias mais interessantes dos últimos tempos. Não é vírus. Clique no linque abaixo, maximize a janela e não mexa em mais nada. Apenas aguarde.
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CONTRAVENÇÃO



Pensão alimentícia e direitos autorais - as poucas coisas que com certeza dão cadeia em nosso país. Muitas outras coisas dão, mas essas duas, sem dúvida, lideram o número de envios ao xilindró... Muito mais a pensão alimentícia, claro. Por que mulher, quando repudiada, adora ver o ex atrás das grades. Interessante que o homem, não deixaria a mulher ir pra cadeia (acho). Da pensão alimentícia, alguns amigos meus já passaram uns amargurados dias no corró. Dos direitos autorais, confesso não ter visto e nunca ouvido falar que algum conhecido tenha sido encarcerado no quadrado. Mas existem muitas e muitas contravenções. O Chico, com aquele mostruário de Raiban com lentes pretas, quase corsário, pra cima e pra baixo, pelo que sei, não conhece o espaço cujas portas são grossas barras de metal. A coleção de filmes do Paulão, de todos os gêneros e shows, os mais diversos, caprichosamente organizada, rotulada, numerada e armazenada em caixinhas box, acho que nunca ofoi suficiente para levá-lo ao hotel zero estrela e sol quadrado. O tênis, aquele do felino preto, de cores as mais variadas, que o Mané coleciona - pela quantidade que tem nas armários de sua casa, só pode ser coleção - nunca o vi repetindo um par sequer, acho. Esse tênis já o ajudou muito em momentos que sentiu ou imaginou estar sendo seguido por outros seres deste planeta mesmo: no caso, mais rápido que um raio, perna pra que te quero, porque bandido não tem nada a perder. Sorte é sorte, o próprio nome já diz.
Os importadores internacionais, os famosos SC - Sacoleiros do Paraguai - quando realmente são pegos durante o expediente de seu sofrido labor, o máximo que se ouve é que perderam o produto da exportação, a muamba propriamente dita. Quando digo o máximo, não estou desejando que os pobres coitados sejam levados, na contrapartida do ato, pra prisão. Não é isso, pois sei que os SC também precisam comer. Não estão fazendo o que é certo, mas sim, o que é justo com seus estômagos. Apenas tento compreender porque algumas coisas são de um jeito e outras são de outro. Claro, jamais irei entender, mas, como não custa tentar...
Será que algum SC já teve a experiência de rabiscar a parede do cubículo do engradado, como forma de marcar quanto tempo já está como hóspede nesse hotel do suplício? Um dia, por acaso do destino que prega as peças mais inesperadas, independente das culpas, foi o grande contemplado com a estadia - o direito de passar uma temporada na companhia de outros felizardos ganhadores da promoção. Dizem que o prêmio se deu em conseqüência de uma escorregada naquilo que a sociedade hipocritamente denominou contravenção. Se é considerado um crime, como tal, deve a pena ser aplicada, por igual e sem acepção por este ou aquele. Como se diz, se contravenção fosse a regra absoluta do direito à estadia na jaula, a construção civil seria a indústria milionária que é, apenas levantando paredes de presídios.
Falando em contravenção, o proprietário daquela grande rede de empresas. Olha lá a fachada dela. Bonitona, né? Dizem que ele tem uns 200 funcionários ao todo. Olha aquela possante camionetona, preta reluzente... olha as rodas, olha o cromado. E aquele adesivão no vidro traseiro? Hein? Parece ser um iguana, camaleão furtacor... É dele essa máquina. Tirou zerinho semana passada. Nunca o vi com o mesmo carro por mais de dois meses... E eu nem consigo pensar em trocar o fusca.
Esse fulano vive rodeado de adolescentes lindas e fogosas. Muitos dizem serem suas filhas. Quase dá pra perceber que não são suas filhas... não combina. Pois é! Como se pra ser pai e filhos, as coisas tivessem que combinar. Se realmente for o papai dessas meninas, ele deve ser um super pai, porque elas vivem penduradas em seu pescoço. Adoram-no e idolatram-no. Cada dia, ou semana, está com uma beldad... digo, filha diferente. Deve ter uma coleção delas. Acho bacana a liberdade e confiança que elas depositam nesse paizão. O que acho estranho é que às vezes - desculpe, pode parecer que sou um fofoqueiro comentando da vida dos outros... Não sou nada disso, longe disso...
Algumas vezes o vi chegando com suas adoradas na madrugada e sempre dá pra ouvir, pelo barulhinho que fazem, que beberam todas (Há sim, ele mora na mesma rua que eu, duas casas abaixo da minha).
Como estava dizendo, eles chegam meio encagibrinados... não tenho nada com isso, cada um faz o que acha certo... ou errado. Mas, ainda acredito que filho tem que ser conduzido na vida com muito amor, muito carinho, muita atenção e bastante não. Sei que um pai respeitador não dará certos exemplos para seus filhos. Pelo menos é assim que imaginamos como as coisas devem ser.
Já acordei algumas vezes com a algazarra que fazem ao chegarem em sua casa. Eu, como pai, caso tivesse filhos jovens, quase adultos, não permitiria que lotassem o caneco nos bares da vida e depois incomodassem os vizinhos em seu sono tranquilo, com barulhos e gritarias na madrugada.
Pior, assim que adentram ao seu lar, em vez de silenciarem, se prepararem para dormir, ficam correndo um atrás do outro, aos gritos, rindo alto, gemendo. Elas devem adorar esse pai.
Como diz um amigo, não faço nada com fofoca, mas como adoro uma. Soube que ele mora com a esposa em outra cidade. Nunca a vi por essas bandas. Acho que, pra que o distinto cavalheiro não fique tão solitário longe da família, suas filhas se revezam na visita ao seu querido papaizinho, aqui na cidade.
Pois é! Já estava fugindo do assunto. Na ânsia de detalhar a conversa, divaguei com assunto que não é da minha conta. Como estava dizendo... o proprietário daquela grande rede de empresas... cresceu muito rápido. Principalmente nesse ano em que o mundo despencou na crise. Então, fiquei sabendo que estão de olho nele faz um tempão e já tem até dia marcado para abordá-lo. Sabe como é, né? Como diz o ditado, o povo aumenta, mas não inventa. Vamos deixar o tempo passar e ver se é verdade. Se esse fulano é um contraventor de verdade, que também não deve conhecer o corró, torna-se agora um sério candidato... eu acho, pela lógica.
Tem também o caso do João. Esse ainda pagará caro por reproduzir aquela marca de camisas e camisetas que tem o símbolo de um réptil verde, e que vende milhares de unidades. Precisa ver a mansão que ele mora... Mas, essa é outra história.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

WILLY CAOLHO


Olha aí, a entrada secreta que leva ao tesouro de Willy Caolho, que está escondido em uma caverna protegida por armadilhas armadas pelos piratas. Por isso que, até hoje, ninguém descobriu o precioso tesouro. Quem iria interpretar esse sinal do bueiro caolho como o portal de entrada para se chegar ao fantástico mundo de Willy Caolho? Caso alguém se interesse em aventurar na busca do tesouro de Willy Caolho, (na Gastão Vidigal, rotatória da Nildo Ribeiro) é preciso tomar muito cuidado ali na boca do bueiro caolho pra não ser atropelado, pois é uma rotatória movimentadíssima). Mas que fique avisado, após entrar no bueiro, o que não será fácil, é preciso localizar um mapa, dividido em quatro partes que se perderam pelas centenas de galerias do esgoto. Somente após localizar essas partes do mapa é que se deverá seguir em busca do referido tesouro. Há relatos de que algumas expedições que empreenderam a busca da fortuna, nunca mais retornaram. Adentrando ao bueiro nessa perigosa aventura, que também podes não retornar, siga pela esquerda - dá pra ver que pela direita, nem tatu ou toupeira teriam coragem. Após algumas horas engatinhando dentro do bueiro - o que poderá gerar câimbras, as piores - estará mais ou menos na altura do Tropical Waterpark, ou melhor abaixo, subterraneamente. Continue até onde se aperceber sob o Borba Gato. (Claro, se chegou até esse ponto da expedição é porque tens um preparo físico muito bom, um verdadeiro tatu). A partir daí, tatu.. digo, toupei... aliás, amigo aventureiro, se vira, porque as informações que recebi foram apenas essas... (Particularmente acho que esse esgoto sairá lá no Rio Ivaí e, confesso que nunca ouvi falar que o mesmo tenha sido navegado por piratas.

ESSENCIAL


"O que censuro aos jornais é fazer-nos prestar atenção todos os dias a coisas insignificantes, ao passo que nós lemos três ou quatro vezes na vida os livros em que há coisas essenciais". Marcel Proust

terça-feira, 10 de novembro de 2009

MOTODAY

Taí. No domingo 22/11/09 das 9h às 18h no CTG Maringá, acontecerá o MOTODAY, evento organizado pelo Rotary Maringá Norte em prol do Recanto do Menor. Será um grande encontro de motociclistas, shows, bandas e exposições de carros antigos. Pelas informações do cartazete haverá também costela ao fogo de chão. Quem solicitou a divulgação para meus parcos, qualificados e assíduos leitores foi o Vladimir Eduardo Massetti. Quem quiser replicar o anúncio, faça, porque o evento é bom e a causa, melhor ainda.


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A FOSSA


E dizer que em algumas residências existem aterros que só Deus sabe onde estáo localizados. Do advento do esgoto, todas as porcarias produzidas pelo ser humano passaram a entrar em tubulações que, de novo, só Deus sabe onde vão parar... Muitos aterros de fossas já receberam algumas camadas de concreto das reformas dos pisos, ou gramados, árvores e jardinagem... Portanto, o momento em que um aterro desse venha despencar buraco abaixo, só Deus sabe. Esse perigo se localiza sob os gramados e alguns pisos e a maioria das pessoas não sabe e nem imagina onde possam estar escondidos esses aterros. Daqui a pouco, infelizmente, ouviremos falar de gente e outros animais que despencaram no vazio. O que será um lamento. Muitas crianças brincam em gramados que podem estar apoiados sobre essas armadilhas invisíveis. Confesso que não sei onde está o tal aterro do buraco em minha casa. Não tenho percebido se o chão está oco. Se é que isso é uma forma de detectar o abismo disfarçado.
Num ponto, em relação ao gramado, fico satisfeito que os lazaren.. digo, gatos da minha vizinha, de tempos em tempos, alijem ali seus excrementos. Pois, por mais que passe a pá, xingando até a sétima geração dos felinos cagões, e catando seu nojento e fétido serviço, não tenho coragem de deixar meu filhote brincar no gramado. Com isso, tento evitar outro mal: a toxoplasmose. Sei que os miseráv... digo, bichanos da vizinha, como qualquer gato, não apresentam sinais clínicos da toxoplasmose e que a transmitem pelas fezes apenas quando estão com baixa resistência. Como eu não vou perguntar aos desgraç... gatinhos fofos da minha querida e amada vizinha, seu estado de saúde e disposição...
Voltando ao assunto: independente dos gatos, que na verdade não têm nada ver com essa história, é preciso tomar muito cuidado com locais que percebemos estarem ocos - repartições públicas, empresas, residências... Ou, caso não seja o primeiro dono da residência - se paga aluguel - perguntar ao proprietário onde está o tal aterro da fossa.
Essa fossa, que despencou parcialmente encontra-se na Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental. Escritório Regional de Maringá - Ao lado do Fórum. Talvez o peso de uma pessoa levasse esse monte de terra bem mais para baixo...

BUEIRO?


Eu sei que não dá pra vê-lo, mas, aposto com quem quiser que ele está aí...

OCAS


Daqui a pouco teremos que sair cutucando as árvores pra detectar quais estão ficando ocas com o apodrecimento, para se evitar males maiores. Enquanto as mesmas estiverem caindo sobre as calçadas ou o asfalto, devido as torrenciais chuvas que ultimamente têm assolado nossa cidade e região, tudo bem (Sem considerar o prejuízo nas plantações de culturas diversificadas). Até que caiam em cima de veículos ainda é possível o ressarcimento indenizatório por parte do município. Quando um monstro desse despencar sobre um ser humano, jamais a soma dos tributos e todo o dinheiro do reino, conseguirão pagar a perda de uma vida. Por fora, bela viola...
... desculpando minha ignorância, Campus tem acento (^)?

QTI


Haja o que hajar, não herre!

domingo, 8 de novembro de 2009

TINKER NARA BEL






Não vou fazer chover no molhado. Quem quiser se deliciar com o musical Tinker Bel, adaptação do desenho da Disney, pela equipe da bailarina Nara Dutra, tem até hoje, no Calil Haddad, às 20:30 horas (ontem começou exatamente às 20:30), R$ 15,00 o convite individual. Eu poderia descrever aqui, as emoções do espetáculo até depois de amanhã...

O MURO



20 anos se passaram desde a derrubada do Muro de Berlim, e esse dia será comemorado agora, segunda-feira, dia 8 de novembro. A história desse muro, todos sabemos. Do que o ser humano é capaz de fazer, até Deus duvida. Dia desses, uma vizinha muito querida, se mudou pra quinta rua, mais pro fundo do bairro. Assim que me mudei pra esse bairro, há uns 5, 6 anos (estou até hoje), uma coisa que me chamou a atenção - logo de cara, ou seja, mal colocamos os pés na nova casa, fomos convidados a participar do amigo secreto da rua. No início, com aquele sentimento controlado, de risos, caras e bocas - de educação diante do desconhecido - de se manter as aparências e passar o conceito de política de boa vizinhança, prontamente aceitamos. Foi essa vizinha e seus filhos quem organizaram o evento amigo secreto. Com o passar dos anos, percebemos que nessa rua, as pessoas realmente se gostavam, se respeitavam e, diferentes de tantas outras ruas, se cumprimentavam, conversavam, trocavam idéias, enfim... Um vizinhança de fazer inveja, no bom sentido dessa palavra, a qualquer um.
Como estava dizendo, essa vizinha se mudou pra uma nova velha casa, conquistada com muito esforço e suór e que necessita de algumas reformas. Com a família dentro, já usufruindo com muita alegria do que é seu, a casa está sendo reformada. Os acalentados sentimentos, resultantes dessa conquista material, alegria e paz na vida, se fazem presentes hoje, na vida e na família da minha vizinha. É a realização do sonho de se possuir a casa própria. Pois é! Essa vizinha, não se cabendo em si, de tanta felicidade, na reforma da casa, resolveu colocar um toldo no muro que divide o seu lote com o vizinho de cima. O tal vizinho, mal ouviu as últimas marteladas na afixação do toldo, ligou pra prefeitura e solicitou que fosse enviado algum fiscal de qualquer coisa pra dar um jeito naquela situação. Dizia que o toldo iria causar infiltração em sua parede. O fiscal chegou, levantou o laudo e tascou os devidos procedimentos. Mas fez isso, dentro da civilidade e da educação, com profissionalismo e humanidade, como deve ser todo prestador de serviços à comunidade. Minha vizinha acatou as observações do fiscal e já os está pondo em prática. Não foi um caça as bruxas, como realmente não deve ser.
Uma pena tudo isso, porque as pessoas ainda continuam construindo muros, não apenas como delimitadores legais daquilo que é de direito, mais muros de separação do coração, das gentilezas, das cordialidades... Muros que impedem, não somente o fluir da fala, apoiada no carinho da amizade e do respeito, mas que incrementam o fomento de pensamentos ruins e negativos da mágoa do anti-anfitrianismo. Muros que impedem a manifestação da liberdade, também simbolizada na xícara de café, açúcar, ou forminha de gelo - quem nunca pegou ou deu uma xícara por cima do muro, cheiade amor, carinho, afeto, açucar, doce?... Muros que enjaulam o ser humano na solidão de seus antros, como bichos selvagens, que devem ser contidos na sua fúria.
20 anos se passaram desde a derrubada do Muro de Berlim - o ser humano ainda possui réplicas desse ícone da separação em seu coração.

sábado, 7 de novembro de 2009

TUITEIROS


Se vira nos 140 caracteres... É mais que suficiente pra falar mal de quem quer que seja e também, mais que suficiente pra agradar, elogiar, xingar, praguejar, divulgar, divagar, elocrubrar... Pra quem quer escrever e postar blábláblás e pra quem quer ler blábláblás... Um violento sistema de informação, o twitter é comumentemente utilizado para diários pessoais - Hoje fui ao cabeleireiro, estou lixando a unha, minha mulher está dodói, a Fifi está manhosa, o Rex não está bem, a mocréia da minha sogra... Pois é! Na ânsia de aplacar a mórbida curiosidade, tem um bando de sem o que fazer, que acredita piamente estar próximo, bem ao lado, até dentro da casa, quem sabe até no quarto, em cima da cama de seus admirados, acreditando que fazerem parte de suas famílias. É como se, ao ler certas postagens particulares de músicos, do atores, apresentadores, políticos... como num passe de mágica, já se tornasse íntimo do ser idolatrado. Com todo o respeito,cada um faz o que quer. O sentido real de democracia está implícito nesse violento sistema de informação, o twitter. Quem quiser trocar receitinhas e fofocas, tem todo o direito, mas, na minha reles e particularíssima opinião, não estará agregando, complementando, criando... isso sim, é fundamental. Cada um é cada qual ou vice-versa...

SILÊNCIO



Em boca fechada não entra mosquito!

UAU!



Confesso que não tenho percebido, nos últimos anos, na comunicação publicitária de Maringá algo que me encante, que me desperte a atenção e me faça exclamar - Ptuz! Gostaria de ter feito esse material.  Poderia ser uma frase de efeito bastante oportunista ou um grafismo diferente e pertinente, ou um senhor texto - informação é tudo - com uma super idéia. Algo bem sacado, com floreios, ou não. O que tenho visto, e não culpo (muito) as empresas anunciantes e muito menos os profissionais responsáveis pela feitura de tais materiais (há um desencontro brifante e descomunal), são grandes amontoados disformes de cores e texturas, seguidos de quase grafismos de moda e de tendências equivocadas, pobres e sem imaginação, acompanhadas de pseudo explicações óbvias e não convincentes. Resultado do comodismo, da preguiça e do desconhecimento, o chupismo conceitual cumpre apenas e mal-e-mal, a função mera e esdrúxula de replicar, sem a responsabilidade do novo e do inédito. Chavões visuais e vocábulos repetidos e viciados não distinguem o objeto do anúncio - verdadeiros comerciais de margarina - a mistureba final não tem o poder de gerar a incidência do consumo fidelizante. Enfim, um quadro triste e lamentável de ocupação dos caros e dispendiosos espaços de visibilidade e exposição de marcas, produtos e serviços solicitantes dos sentidos de captação e percepção do ser humano consumidor: os olhos, paladares, tatos, aparelho da retenção dos cheiros e também da sonoridade. Essa ocupação dos espaços não tem revertido o fluxo sanguíneo, transformado-o em atitudes e ação, em razão do fator de convencimento denominado impulso.
Profiro, não sobre a longa calda, como espectador da janela, mas do terreiro, tentando utilizar a enxada com os movimentos da capinação eficiente.
Out-bus / bus-door da foto: a distribuição gráfica dos elementos não está ruim, poderia valorizar mais a logomarca - apenas um fiozinho de cabelo maior. (diretor de arte gosta de colocar marcas pequenas por que não é ele quem paga o anúncio – rsrsr) A idéia se utilizou muito bem do meu captador visual. Espetacular a bailarina/dançarina com flores.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

ABSURDA

Situação absurda, nada. Nesse país, isso já virou lugar comum.

http://angelorigon.blogspot.com/2009/11/uma-situacao-absurda.html

O SOL E UMA REDE


Meu amigos Elon e Thomé, dois gigantes da comunicação maringaense, cheios de garra, talento e gentilezas, constantemente solicitados para a participação em eventos, não páram. Ontem pela manhã, após a reunião semanal da APP - Associação de Profissionais de Propaganda, na ACIM, já estavam com os motores a mil para arrostar os leões do dia. Ícones, esses dois monstrengos estão sempre inventando jeitos e modas para a regulamentação da atividade publicitária em nossa cidade e região, visando a ética, o profissionalismo e a verdade. Depois de um período lotado de afazeres, um passa o dia inteiro deitado na Rede e o outro, de papo pro ar, pegando um Sol no lombo. Abraço, amigos!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

ALELUIA


Há um tempo, as brincadeiras e os encontros dos jovens aconteciam nas casas. A molecada combinava e no dia certo, na hora certa, se encontrava. Algumas vezes, esse encontro se dava embaixo de uma lona de caminhão estendida e com as pontas amarradas em bambus ou caibros, colocados de forma a delimitar o recinto. Esse recurso era uma forma de proteção aos presentes, caso chovesse. Muitos encontros se davam na garagem, nos fundos no quintal ou na área da frente da casa.
Eu era nessa época um quase pré-adolescente-jovem-querendo-ser-um-mais-ou-menos-adulto. A festa era sempre animada com bebidas, as mais variadas. Com bastante cerveja, shopp de barril, vinho, caipirinha, ponche (que eu detestava), cuba e outras, a meninada caía matando. A bebida que liderava na preferência da molecada (talvez por ser um coquetel barato - no sentido de não caro), era a cuba, uma mistura de refrigerante de cola com cachaça (pinga mesmo).
Devido a essa cuba, levei alguns amigos, cambaleantes, apoiados no ombro, para suas distantes casas. Os loucos enchiam o caneco, bebiam de montão, por simples e puro gosto. E, claro, após a empreitada, o cérebro rodopiante na calota craniana, não permitia que a cabeça saísse do travesseiro, igualzinho hoje. Não era todo mundo que tinha uma moto ou carro nessa época, então, pra levar o pobre e infeliz cachaceiro para sua casa, caminhávamos mais que égua de padeiro.
As luzes, precariamente instaladas nas paredes, estroboscópicas, davam a impressão de que se estava numa discoteca. Aquele pisca-pisca criava um ambiente convidativo à dança e bastante aconchegante. Por falar em dança, era muito legal ver alguns amigos que nunca haviam ensaiado um passinho de dança s, equer, eno momento que enchiam o caneco, se tornavam, magicamente, exímios bailarinos. Perdiam a vergonha e davam aquele show de movimentos, os mais ridículos e escabrosos.
Alguns salgadinhos também enfeitavam os pratos sobre as mesa. Em algumas dessas brincadeiras, residenciais, assavam uma caninha e em outras não. Via de regra, não era costume assar carne.  Pão com carne moída e salgadinhos não faltavam.
O cigarro era um convite constante aos olhos da molecada. Tinha aquela coisa do não permitido. Nessa época, o respeito pelos pais era bem maior, aliás, existia respeito.
Já vi alguns pais simplesmente transtornados, ensandecidos quando descobriam que seus filhos estavam fumando escondidos. O pau comia, alguns eram até expulsos de casa. Claro, passado aquele momento, os pais se arrependiam e o menino tinha permissão de voltar para casa. Muitos amigos meus caíram nas malhas do pseudo glamour que o fumar conferia. No engodo da maturidade, da possibilidade de poder fazer tudo que um adulto fazia, o ato de fumar era algo ansiosamente esperado. Muitos aguardavam a maioridade para poderem acender o tubinho de alcatrão e nicotina. Escondidos dos pais e das crianças fofoqueiras, claro. A bebida também convidava. Diferente do cigarro, no outro dia a cabeça não saía do travesseiro, latejava, devido a quantidade de álcool no sangue. Essas festinhas aconteciam num clima de paz. Todos felizes, brincando, papeando, curtindo a festinha.
De vez em quanto, mas muito esporadicamente, acontecia de algum menino encarar o outro, porque este só olhava para as pernas de alguma beldade que o outro estava a fim. Aí, já sabe, socos e pontapés e balaústres no lombo, eram desferidos com fé, coragem e muita vontade. Interessante que, num fuzuê desse, alguém, manejando um pedaço de pau ou balaústre, jamais atingia seu oponente na cabeça ou com muita força em outras partes do corpo. Havia sempre o medo e o receio de se matar alguém.
Hoje em dia, quando um menino vai pra balada, que não é mais na casa de um ou outro menino, se assegura de que seu kit passeio esteja completo: celular, colar, pulseira, uma caixinha de cerveja, energético, uísque, um fuminho... um revólver. Isso mesmo. Pra uma voltinha na naite, alguns meninos precisam sentir que são homens, e, de posse de uma revolverzinho, qualquer um vira super homem. Claro, com uma arma na cara, quem tem coragem de dar uma piscadela que seja? Vai encarar o Machão? Não dá né? No plebiscito realizado há alguns anos no Brasil, votei contra, ou seja, a favor. Aliás... o tal plebiscito foi tão sem-vergonha, como muitas das coisas desse país, que se o votante não prestasse muita atenção à pergunta, que era na verdade, uma pegadinha, escolhia sim, dizendo não e vice versa. Acho que era isso.
O cigarro não é tão saboroso e nem tão convidativo pro menino de hoje. As informações a respeito do seu malefício, impediram que milhões de jovens espalhados pelo mundo tivessem seus dedos enfeitados com fétidas bitucas, e o pulmão estragado devido a nicotina, o alcatrão e milhares de outras substâncias nocivas à vida. Hoje está aí, uma geração jovem não tão fumante, mas bastante drogada e alcoólatra, com raríssimas exceções.
Pois é! O menino, sem generalizar, sai com o rabicó cheio de porcarias, de posse da ceifadora de vidas, a arma que mata gente. Isso mesmo. O revólver foi feito, única e exclusivamente para matar gente. Não foi inventado para matar bichos, e sim, para matar gente...
Parabéns aos organizadores do Hallel 2009, que acontecerá agora nos dias 7 e 8 de novembro, no Feio Ribeiro. Parabéns pela ousadia de um visual tão chocante e pertinente: uma arma apontada pra uma linda garotinha, de olhar meigo e que tenta desarmar o ódio com o amor - uma rosa vermelha enfiada no cano de um revólver, pronto para cuspir dor, tristeza e morte.
Até agora, as campanhas contra a violência, em todos os seus sentidos, não têm sido eficientes na conscientização de uma cultura de paz e amor. Quem sabe, como se diz, de onde menos se espera, venha o tiro, da paz, do amor e do respeito ao próximo. É o amor calando as armas, da raiva, da arrogância, da prepotência, da inveja, da maldade, da falta de perdão... Mais uma vez, parabéns, Hallel.